ALPHAVILLE (SP) — Uma semente plantada em silêncio começa a gerar ruído entre contratantes, comunicadores e empresários em todo o Brasil. Sob o nome de Confraria dos Palestrantes, um movimento inédito está reformulando, de forma quase silenciosa — mas altamente estratégica —, as engrenagens de um dos mercados mais rentáveis da atualidade: o das palestras profissionais.
Diferente de feiras, congressos e clubes fechados, a Confraria nasce como uma cooperativa disruptiva. E isso não é apenas uma definição estética. Na prática, trata-se de uma rede descentralizada de profissionais da palavra — palestrantes, empresas contratantes, fornecedores técnicos e parceiros estratégicos — que trocam, vendem, indicam e prosperam juntos, com uma estrutura que promete mexer com as bases da velha indústria.
“Esse mercado foi dominado por poucos durante décadas. Mas o Brasil tem vozes potentes que nunca tiveram acesso. Chegou a hora de equilibrar o jogo com cooperação real, não com competição mascarada de conexão”, dispara Wendel Domus, idealizador da iniciativa, durante um dos encontros realizados em Alphaville.
Um modelo híbrido, inteligente e… rentável
O sistema da Confraria é baseado em relacionamentos inteligentes, reputação real e vantagens coletivas. Os encontros presenciais, chamados de Brush Networking, funcionam como catalisadores: em uma manhã, é possível sair com uma nova palestra estruturada, uma parceria fechada e um convite para palco.
A ideia atraiu até especialistas em cooperativismo futurista, como o consultor Marcos A., que vem assessorando a criação jurídica e digital da rede.
“Estamos aplicando tecnologia social. Blockchain de reputação, tokens internos de mérito e um modelo de intercooperação que une prestadores, produtores, experts e empresários num só ecossistema. Isso nunca foi feito nesse formato”, explica Marcos, sem revelar todos os detalhes — “por enquanto”.
Um mercado que fatura bilhões, ainda nas mãos de poucos
De acordo com a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, o mercado de palestras e treinamentos movimentou R$ 5,2 bilhões em 2023. Mas, segundo um levantamento informal da própria confraria, mais de 80% desse faturamento ainda gira entre os mesmos 5% de nomes.
A proposta do novo modelo é não apenas romper essa concentração, mas criar um sistema de ascensão guiada, em que palestrantes iniciantes recebem apoio estratégico dos mais experientes, e fornecedores se tornam parte do sucesso, e não apenas suporte de bastidor.
O que já está acontecendo?
A Confraria já realizou encontros com superlotação em Alphaville e abriu seletivamente novas vagas para o próximo, em 14 de agosto. A proposta é 100% social e os participantes são convidados ou indicados por anfitriões voluntários — uma estrutura sutilmente inspirada em redes de impacto do Vale do Silício, mas com alma brasileira.
“A diferença é que aqui, o palco não é para quem grita mais alto. É para quem tem propósito, preparo e quer cooperar”, resume Domus.
E complementa: “Não existe palco vazio quando há um ecossistema que se apoia.”
Exclusivo, mas não inalcançável
Embora ainda seleto, o movimento não é elitista. Quem deseja fazer parte precisa cumprir apenas uma exigência: contribuir com a causa. Seja com tempo, estrutura, mentorias, talentos técnicos ou presença ativa. É o cooperativismo de resultado, sem utopia, com prática.
Para saber mais:
Acesse o Instagram oficial da rede: @confrariadospalestrantes
Vagas para o próximo encontro são limitadas e só por indicação.
Fonte: Jornalista Jamil Maciel
