A futura Linha 24-Quartzo da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) poderá ampliar a conexão ferroviária entre a Zona Sul de São Paulo, Barueri, Alphaville e Santana de Parnaíba. A possibilidade foi divulgada em 11 de setembro de 2026, após informações apresentadas durante a Semana de Tecnologia Metroferroviária e a análise de mapas relacionados ao projeto.

O traçado considerado atualmente ainda é preliminar. Segundo o Via Trolebus, a proposta passou a incluir uma extensão até Santana de Parnaíba, com possíveis estações em áreas de Barueri e da região de Alphaville. A publicação ressalta, porém, que a linha depende de estudos mais aprofundados e não tem implantação definida.

Na configuração em análise, a Linha 24 teria mais de 34 quilômetros de extensão e 21 estações. O projeto também prevê integração com outras linhas da rede metroferroviária, embora a definição completa do percurso, das paradas e das conexões ainda dependa da evolução dos estudos técnicos.

Quais áreas podem ser atendidas pela Linha 24

Entre as estações consideradas no traçado preliminar estão Tamboré, Rio Negro e Alphaville. A estação Alphaville poderá ficar nas proximidades da Avenida Dr. Dib Sauaia Neto, de acordo com os mapas e informações divulgados sobre o projeto. Como a proposta ainda está em avaliação, a localização exata dessas paradas pode ser alterada.

A eventual chegada da linha a esse eixo teria impacto direto sobre a mobilidade de moradores, trabalhadores e estudantes que circulam diariamente entre Alphaville, Barueri, Santana de Parnaíba e a capital paulista. A região reúne áreas residenciais, centros empresariais e serviços, o que gera deslocamentos frequentes e forte dependência do transporte rodoviário.

Uma ligação ferroviária poderia oferecer uma alternativa aos trajetos realizados pelas rodovias Castello Branco e Anhanguera e por outros acessos metropolitanos. No entanto, o efeito concreto sobre o trânsito e sobre o tempo de viagem só poderá ser avaliado depois da definição do traçado, das conexões com a rede existente e do modelo de implantação.

Projeto ainda não tem obras ou prazo definidos

A Linha 24-Quartzo aparece entre os projetos de expansão da rede de mobilidade do Estado de São Paulo. Ela está relacionada ao programa SP nos Trilhos, do Governo do Estado, que reúne propostas para ampliar a infraestrutura metroferroviária paulista.

A presença da linha em programas de planejamento não significa que a obra esteja contratada ou autorizada para começar. Até as informações disponíveis na pauta, não havia confirmação de licitação, início de obras, prazo de entrega ou data para o começo da operação comercial. O projeto ainda depende de etapas técnicas, entre elas a elaboração de estudos complementares e do anteprojeto de engenharia.

Essa diferença é importante porque o traçado divulgado não representa uma decisão definitiva sobre o atendimento a Alphaville ou Santana de Parnaíba. A definição de estações, extensão, integrações e áreas diretamente beneficiadas poderá mudar conforme os levantamentos de demanda, viabilidade, custos e engenharia avancem.

O que os estudos indicam sobre a expansão ferroviária

A Linha 24 também foi incluída em análises técnicas sobre mobilidade urbana na Região Metropolitana de São Paulo. O BNDES cita o projeto entre as possibilidades de implantação avaliadas para a expansão da rede estadual.

Para a população de Alphaville, Barueri e Santana de Parnaíba, o principal efeito esperado seria a criação de uma alternativa de transporte de maior capacidade para acessar São Paulo e outros pontos da rede. A medida poderia reduzir a dependência exclusiva de carros e ônibus em determinados deslocamentos, mas qualquer estimativa sobre demanda, tempo de viagem ou redução de congestionamentos depende de informações que ainda não foram definidas.

Por enquanto, a Linha 24-Quartzo deve ser tratada como um projeto em fase de estudos. A possibilidade de conexão com Alphaville e Santana de Parnaíba reforça a discussão sobre o futuro da mobilidade regional, mas novas etapas oficiais serão necessárias antes de transformar o traçado preliminar em uma obra com cronograma e operação previstos.

Fonte: Diário de Alphaville   

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