No documento, a associação destaca que a permanência do casal Nardoni em regime aberto tem provocado cenário de “medo coletivo”

Condenados pela morte da menina Isabella Nardoni, aos 5 anos, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá voltam a provocar apreensão entre moradores da capital paulista, além de Alphaville, em Barueri, que tem sido citado como o novo endereço do casal. De acordo com a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, presidida por Agripino Magalhães Júnior, a presença do casal na região tem reacendido o trauma de um dos crimes mais marcantes da história recente do País.
Diante disso, a entidade protocolou um novo recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, solicitando o retorno imediato dos dois ao regime fechado. No documento, a associação destaca que a permanência dos condenados em regime aberto tem provocado cenário de “medo coletivo” e “intimidação difusa” nas duas regiões. “A sensação é de insegurança total. A população não pode conviver com esse medo constante”, afirma Ângelo Carbone, advogado que representa a associação.
O recurso também levanta dúvidas sobre a veracidade do endereço informado à Justiça. De acordo com o documento, há incertezas quanto à permanência do casal no local declarado, além de indícios de uma possível mudança para Alphaville sem a devida atualização nos autos.
A entidade afirma que reuniu 2 mil assinaturas de moradores de Barueri e de São Paulo para fazer a denúncia.

Casal Nardoni
No recurso encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a entidade também solicita que os condenados passem a utilizar tornozeleira eletrônica e sejam submetidos a uma fiscalização rigorosa, com investigação detalhada sobre o real cumprimento das condições impostas pela Justiça.
A cobrança ganha força diante de questionamentos que vêm sendo levantados pela comunidade. “Como Alexandre Nardoni consegue conciliar a suposta residência em Alphaville com atividades profissionais na empresa da família, localizada na zona norte de São Paulo?”, questiona Dr. Carbone. Além disso, moradores apontam que Alexandre Nardoni teria sido visto em horários não autorizados.
O advogado da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ afirma que o recurso também solicita a realização de uma avaliação psiquiátrica de Alexandre Nardoni. Segundo ele, a medida é considerada essencial para garantir a segurança da sociedade. “Dependendo do resultado, poderá ser determinada a substituição do regime aberto por uma internação, até que se comprove que ele não apresenta risco de voltar a cometer crimes”, destaca o advogado.
Fonte: Giro
Foto: Divulgação