Fiuk virou réu após a Justiça aceitar denúncia por perturbação do sossego em condomínio de Alphaville, em Barueri. Defesa nega a acusação

O cantor e ator Fiuk tornou-se réu em uma ação penal por perturbação do sossego após a Justiça de São Paulo aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP). A acusação aponta que o artista provocava ruídos em um condomínio residencial de Alphaville, em Barueri, ao ligar e acelerar carros esportivos na garagem da residência durante a madrugada e em horários destinados ao descanso. A informação foi divulgada pelo Portal G1 de Notícias

Fiuk: casos ocorreram em 2025

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os episódios teriam ocorrido entre janeiro de 2025 e março de 2026. A promotora de Justiça Paula Augusta Mariano Marques afirma que Fiuk, conhecido por ser piloto de drift e apreciador de carros esportivos, costumava ligar e acelerar os veículos dentro da garagem da residência, produzindo ruídos considerados capazes de comprometer o sossego dos moradores do condomínio.

A denúncia foi apresentada com base no artigo 42, inciso III, da Lei das Contravenções Penais, que trata da perturbação do trabalho ou do sossego alheios por meio do abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos.

As contravenções penais são infrações de menor potencial ofensivo e, por isso, estão sujeitas a penas mais brandas do que aquelas previstas para  crimes tipificados no Código Penal.

Alphaville: proposta de acordo foi recusada

Antes do recebimento da denúncia, Fiuk participou de uma audiência realizada em 30 de junho, ocasião em que recusou uma proposta de transação penal apresentada pelo Ministério Público.

O acordo previa a extinção do processo caso o cantor aceitasse prestar serviços à comunidade ou realizar o pagamento correspondente a meio salário mínimo em favor de um fundo ou entidade.

Segundo o portal g1, o advogado Maicel Anesio Titto afirmou que o artista rejeitou a proposta porque sustenta que não cometeu a infração.

Segundo a defesa, Fiuk pretende comprovar sua inocência durante a tramitação do processo e aguardar o julgamento. A expectativa é de que a ação tenha duração entre seis meses e um ano.

Fonte: Giro

Foto: Divulgação